O RUP é um processo de desenvolvimento de software. Ele engloba as ações necessárias para transformar um conjunto de requisitos do cliente em um sistema de software. O RUP combina os ciclos de vida iterativo e incremental de forma que cada entrega do software em um ciclo agrega mais valor ao produto em relação ao ciclo anterior. A grande vantagem em desenvolver um grande sistema usando um processo incremental é a diminuição do risco, pois cada entrega pode ser avaliada e o passe seguinte alinhado com os objetivos do cliente, que nem sempre permanecem constantes durante o desenvolvimento de um projeto.

O RUP (Rational Unified Process), é uma “versão” do UP, criada pela Rational, empresa que mais tarde foi comprada pela IBM.

O RUP é dirigido por casos de uso, que são utilizados para capturar os requisitos funcionais e definir as tarefas de cada iteração. Cada iteração lida com um cenário ou conjunto de casos de uso durante todo o tempo.

O RUP é centrado na arquitetura, o que significa que os projeto deve ter bases sólidas e estáveis, mas flexíveis o suficiente para possibilitar os incrementos em cada fase iterativa do processo. O fato de um modelo ser centrado na arquitetura sugere que o sistema será o mais modularizado e componentizado possível, pois isto facilta a inserção de novos módulos e componentes.

O RUP é focado no risco, pois procura mitigar e controlar os riscos mais críticos logo nas entregas da fase de Elaboração, no início do projeto.

O RUP também é baseado em componentes, logo objetos projetados utilizando a linguagem UML são interconectados para formar os artefatos do sistema.

RUP - Fases e disciplinas

RUP – Disciplinas e fases

A imagem acima exibe cada uma das fases e também as disciplinas do RUP. O ciclo  iterativo ao qual nos referimos acima consiste em passar por cada uma das fases. Em cada fase há disciplinas mais ou menos atuantes, conforme ilustram as cores de cada disciplina na imagem.

As fases do RUP são:

  • Concepção (ás vezes chamada de Iniciação)
  • Elaboração
  • Construção
  • Transição

Vários ciclos através destas fases se repetem até o fim do projeto do sistema. De cada um destes ciclos espera-se a criação de uma release, um produto liberado para uso. Esta liberação pode ser interna ou externa, mas espera-se que seja funcional.

Abaixo são explicadas cada uma das fases do RUP. Em cada uma das explicações, as palavras-chave mais importantes de cada fase estão em negrito para facilitar a compreensão.

  • Fase de Concepção do RUP: o foco desta fase é o escopo do sistema. É o momento de conseguir a concordância das partes interessadas com as condições do projeto, como os objetivos e arquitetura do mesmo. Também nesta fase os requisitos essenciais são transformados em casos de uso e estes são usados na formação de opinião. O objetivo é definir se há viabilidade de continuar o projeto e definir os custos e riscos do mesmo.
  • Fase de Elaboração do RUP: o foco agora é na arquitetura. O sistema é projetado a partir do levantamento e documentação dos casos de uso e também se inicia a documentação do sistema. Deve-se confirmar se a atual visão do produto é estável, se o plano de projeto é confiável e se os custos são admissíveis para o cliente. Esta fase também visa capturar requisitos não capturados na fase de concepção.
  • Fase de Construção do RUP: neste fase o foco é o desenvolvimento. É o momento em que o projeto é construído, codificado e os testes alfa são realizados. Os testes devem ser aceitos e deve-se gerar uma base de código para a próxima fase.
  • Fase de Transição do RUP: finalmente, chega o momento da implantação. No início desta fase também são realizados os testes beta. É criado  o plano de implantação e entrega, há o acompanhamento da qualidade do software e as releases do produto devem ser entregues. O processo deve buscar a satisfação do cliente em cada entrega. Nesta fase também é feito o treinamento dos usuários do sistema.

Este resumo mostra o que acontece em cada uma das fases do RUP e já permite uma compreensão superficial do funcionamento do RUP.

Lembre-se dos seguintes pontos quando pensar em RUP: incremental, iterativo, dividido em fases, requisitos viram casos de uso, riscos são considerados o quanto antes, componentizado, etc…

Em outro artigo falamos a respeito de cada uma das disciplinas do RUP, explicando a finalidade de cada uma.

2 comentários para “RUP – Rational Unified Process – Fases”

  1. Kengana Solange Paulo

    Preciso de entender sobre a metodologia rup por favor a judam-me

    Responder
    • Equipe Palpite Digital

      Qual a sua dúvida específica?

      Responder

Deixe um comentário

  • (não será divulgado)